
A festa foi linda pá!
Fomos CAMPEÕES merecidamente pois fomos melhores, mais capazes e mais fortes!
Depois de um início de época periclitante, onde tantas e tantas vezes, na minha parca sapiência, critiquei o Professor Jesualdo, tocou o sino a rebate e as tropas trataram de reunir.
Não me esquecerei jamais do gesto nobre do Bruno Alves no final do jogo frente à Naval, que, depois de uma segunda derrota consecutiva, dirigiu-se aos adeptos do F.C. Porto pedindo-lhes desculpas mas simultaneamente apelando à confiança na equipa.
Esse acto, digno de um verdadeiro capitão e líder, foi marcante e do meu ponto de vista decisivo.
A partir dessa data o F.C. Porto só voltaria a perder contra o Man. Utd. naquele jogo inglório no Dragão.
Por alguma coisa se fez palavra de fé no facto dos verdadeiros campeões se verem nas alturas mais difíceis.
O F.C. Porto tem, na sua origem e na sua génese, um espírito guerreiro e uma sede de vitória que faz toda a diferença.
No entanto, diga-se em abono da verdade que a essência do nosso F.C. Porto reflecte a índole do nosso Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.
O F.C. Porto de hoje, que é o mesmo de algumas décadas atrás ainda que mais moderno e globalizado, está a anos luz daquelas duas grandes equipas de Lisboa dos anos 60 (Benfica e Sporting, não vá os mais novos não saberem).
Tem uma estrutura mais organizada, mais eficiente e mais profissionalizada.
Não trabalham para os jornais nem para aparecerem diariamente nas televisões.
Não redigem os discursos do Presidente nem colocam nenhum bobo da corte a discursar após uma vitória. Nada disso.
Trabalham no recanto dos gabinetes e por lá se ficam... Aparecer, ser visto? Não contem com eles..
Estão lá para trabalhar e para fazerem do F.C. Porto cada vez melhor.
O Dr. Henrique Pais (vai daqui um abraço, meu caro) é, como diria Santana Lopes, aquela máquina (na Porto Comercial).
O Antero Henrique mais parece fazer crer que o palavra eficiência foi criada após vê-lo trabalhar.
O nosso Presidente é, perdoem-me a analogia barata, o Maradona do dirigismo desportivo.
Com efeito, e daí a razão de ser do parelelismo "rasca", o nosso Presidente tem aquele "toque" que o diferencia de todos os demais e esse, o tal toque que muitos chamam de dom, não se aprende nem se compra nos supermercados; ou se tem ou não se tem, razão pela qual não vale a pena imitá-lo pois as imitações, sobretudo as pífias, por norma são sempre mais rascas que os originais.
Todas estas e outras pessoas que compõem a estrutura do F.C. Porto servem o clube com todo o seu (enorme) saber e dedicação; não se servem dele.
Lutam e trabalham diariamente para tornar o clube melhor e mais forte; outros almejam a glória pessoal e o endeusamento gratuito.
O segredo, meus caros, afinal não é segredo nenhum.
É apenas e tão só trabalho, discrição e talento.