segunda-feira, 24 de agosto de 2009

FC. Porto

Decorridos que se mostram quase dois meses após o início da época, julgo estar em condições de fazer uma breve análise ao meu F.C. Porto.
Assim, e começando pela avaliação aos novos reforços, do que já me foi permitido aquilatar, julgo estar em condições de referir o seguinte:
Na linha defensiva, Beto, Maicon, Nuno André Coelho e Álvaro Pereira merecem a minha aprovação sem reservas, o que não obsta a que expresse o meu lamento pelo facto de vislumbrar que os três primeiros irão ter poucas oportunidades de pisar os melhores palcos ao longo do ano.
No entanto, tal só se ficará a dever à enorme qualidade de Bruno Alves e Rolando, e, ainda assim, à maior fiabilidade que oferece o Helton.
Já Miguel Lopes julgo que terá de passar um bom período nas mãos do Prof. Jesualdo para melhores os seus indíces defensivos e a sua intensidade de jogo.
Na linha média, tanto Belluschi como Valeri agradam-me sobremaneira.
Alguns devem estar agora a indagar-se: mas se o Valeri jogou tão pouco, como é que o tipo poderá dizer tal coisa a respeito dele?
A resposta é tão simples quanto banal e prende-se com uma velha máxima que me foi transmitida por um antigo treinador de futebol que me dizia: um bom jogador vê-se até pela forma como aperta as chuteiras.
Não digo que no caso se trate disso até porque nunca vi o homem a fazê-lo.
Trata-se, isso sim, da forma como vejo que o mesmo lê o jogo, como pensa cada passe e sente a movimentação colectiva, como torna o jogo fácil com os poucos toques que dá na bola antes de a enviar para outros destinos.
Valeri tem classe e isso nota-se até pela forma como corre.
Belluschi, por sua vez, denota uma grande apetência para fazer os tão propalados passes de ruptura e para arquitectar a presença frequente dos colegas na cara do guarda redes.
Na frente ofensiva, chegaram Falcão, Varela e Orlando Sá.
Quanto ao primeiro, não concordo nada com aqueles que dizem tratar-se de um segundo Farias.
De facto, Falcão é um jogador mais rápido, mais tecnicista e mais capaz, ao contrário de Farias, de construir jogo. É espontâneo no remate e tem um óptimo jogo de cabeça, ao contrário do que a sua estatura faz supôr.
Só aponto um senão, que espero que a estrutura do meu clube seja capaz de resolver: tem de melhorar os seus índices físicos e a sua capacidade de choque porque contra defesas de peso julgo que Falcao irá ter grandes dificuldades de se desenvencilhar. Na Champions, só Falcao é curto.
Já Varela não tem sido, felizmente, uma surpresa para mim.
Na verdade, Varela tem revelado o mesmo poder explosivo que lhe tinha visto ao serviço do Est. Amadora.
É rápido, possante e não tem medo de assumir o jogo.
E quando o Prof. conseguir melhorar a sua capacidade de definir aqueles lances em que aparece embalado no vértice da grande área da equipa adversária, ao estilo de Simão Sabrosa, julgo que Varela será mais um jogador que perderemos daqui a dois anos a troco de uns largos milhões de euros.
Para concluir, julgo que o Prof. tem boa matéria prima para trabalhar e aprimorar como só ele sabe fazer.
Dê-se-lhe tempo que ele, em contra partida, dar-nos -á muitas alegrias, como de costume.
Quanto ao jogo de hoje, julgo ser unânime que o meu Porto apresentou uma qualidade de jogo muito interessante.
Na primeira parte criou oportunidades de golo q.b., foi paciente e inteligente e demonstrou já um bom entendimento colectivo.
O empate ao intervalo era manifestamente injusto para uma equipa que soube criar e construir jogo em doses suficientes para marcar, pelo menos, um golo.
Na segunda parte, com a ordem para atacar lançada a Álvaro Pereira, a equipa foi ainda mais entusiástica e ofensiva.
Varela foi ainda mais perturbador e Belluschi continuou na senda de descobrir colegas nas costas dos defesas. Voltamos a criar oportunidades de golo flagrantes e voltamos a desperdiça-las.
Até que surgiu o lance do minuto 67 (salvo erro), lance esse que consistiu, basicamente, numa excelente jogada colectiva que só não deu em golo porque o jogador do Nacional cortou a trajectória da bola com a mão.
O penalti foi, óbvia e claramente, bem assinalado e a expulsão inevitável (quanto à segunda expulsão não me pronuncio porque foi por palavras dirigidas ao árbitro).
Execução perfeita de Falcao e golo feito.
A partir daí sentia-se que era, como foi, uma questão de tempo até surgir o segundo, o terceiro e outros mais.
Em resumo, um bom jogo, uma boa vitória e uma boa temporada em perspectiva.
O caminho faz-se caminhando... e nós só estamos a dar os primeiros passos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Um candidato a caminho do purgatório

Hoje, quiçá pelo bom jogo proporcionado pelo meu Porto, estou muito bem disposto e com vontade de escrever.
Assim, começo o primeiro post do dia pela análise à derrota e ao momento actual do Sporting.
O Sporting, de Paulo Bento, como já tive oportunidade de referir anteriormente, parece esgotado, sem chama e sem alma.
Não mostra estofo de candidato, muito menos de campeão, e parece sentir-se impotente perante as adversidades que o jogo lhe coloca.
Apresenta uma qualidade de jogo confrangedora, a qual se acentua à medida que Liedson tarda em recuperar a veia goleadora.
Tem um problema grave nas laterais, que não soube colmatar quando o mercado o permitia, e tem em Polga um jogador fulcral que evidencia uma falta de forma gritante.
Na passada quarta-feira tinha feito um belo jogo contra a Fiorentina, onde foi escandalosamente "prejudicado", para não dizer pior, pelo árbitro, mas voltou a cometer erros infantis na defesa que são, no mínimo, imperdoáveis para uma equipa que pretende competir na mais alta roda do futebol europeu.
No entanto, julgo que a Fiorentina, no momento actual, é um adversário mais acessível que o anterior adversário que o Sporting defrontou e derrotou (com doses de sorte à barda) na segunda pré eliminatória da Champions.
Com efeito, o Twente mostrou, ao contrário da Fiorentina, uma excelente condição física e uma organização defensiva notável.
Daí considerar que na próxima quarta feira tudo está em aberto.
No entanto, julgo não estar enganado se disser que o futuro de Paulo Bento poderá estar intimamente ligado com o desfecho da próxima quarta-feira.
A paciência começa-se a esgotar junto dos adeptos do Sporting.
E o curriculum de Paulo Bento não joga nada a favor dele.
A ver vamos se o futuro me dá razão.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Análise aos rivais de Lisboa

Depois de um interregno, que se justificou pelas férias a que fomos votados pelo mundo do futebol, este modesto blogue volta à ressurreição graças ao início da época oficial cá no burgo.
E começamos o primeiro post da época pela análise às novas matrizes dos rivais de Lisboa.
Assim, e começando por ordem crescente, constato que a grande equipa dos anos 60 voltou a reforçar-se abundantemente, quiçá, através do famigerado milagre da multiplicação dos pães, que aqui assumem a forma de euros.
Com efeito, afigura-se quase imperceptível como é que uma equipa que não obteve quaisquer proveitos decorrentes da venda de jogadores, que não beneficia, há mais de 2 anos, das receitas milionárias provenientes da Champions, que no ano transacto já tinha gasto na aquisição de novos jogadores mais de 25 milhões de euros, volta, este ano, a dispôr de meios para contratar de forma milionária um treinador e uma catrafada de jogadores com nomes sonantes, num frenesim que só parou quando o recibo já indicava quase 27 milhões de euros. É muita fruta, dirão alguns.
É muita cerveja, digo eu.
O Benfica, numa ânsia desmedida de colocar termo aos problemas desportivos, volta a persistir no erro de atirar dinheiro para cima dos mesmos. E já se sabe que quando isso acontece, há algo que desaparece... e não são os problemas.
Na minha modesta opinião, que acredito que seja partilhada por muitos, os reforços do Benfica são, na sua maioria, impassíveis de qualquer crítica.
Têm nome feito, curriculum quanto baste e valia técnica com certificado de garantia.
O problema, do meu ponto de vista, é outro.
É o facto de naquela casa não haver ninguém que saiba blindar o clube contra a euforia que constantemente abraça a equipa e que simultaneamente a engole.
É o facto de os seus responsáveis partilharem a embriaguez jornaleira que diária e orgasmicamente endeusa uns burgueses sem dote.
É sobretudo e acima de tudo o facto de naquela casa não haver rei nem roque.
Daí que não tenha constituído qualquer supresa para mim que, após mais uma brilhante pré-época e infindáveis parangonas nos jornais de Lisboa, tenha sucedido mais do mesmo, isto é, mais um resultado frustrante e mais uns coitus interruptus.
Este ano, os já gastos opinion makers da praça lá voltaram, outra vez, a elogiar o novo técnico e a sua mestria táctica, como se o pudor e a vergonha não os aconselhasse a ser mais comedidos desta vez, dado que o passado os deslustra.
Ainda me recordo do arauto da verdade desportiva ter apregoado alto e bom som, no início da época passada, que Quique Flores tinha revolucionado o futebol do Benfica.
Este ano as frases e o enredo é o mesmo; os protagonistas é que já são outros.
Mas, no fundo, é tudo mais do mesmo. E não tarda, lá voltarão eles, após mais um mau resultado e uma frustrante exibição, a bater nos árbitros e a ressuscitar a orgia do apito dourado.
Adiante.
Centremo-nos agora para o outro lado da segunda Circular.
O Sporting fez escassíssimas contratações até porque o stock dos milagres esgotou-se no vizinho rival.
Comprou um jogador e "alugou" outro, sendo que este último, ainda que esteja a prazo, promete bastante mais que o primeiro.
Procurei ver os jogos do Sporting mas, na verdade, não o vi jogar.
A equipa parece amorfa, sem alma e sem qualquer fio condutor.
E, mais grave do que isso, o plantel parece perigosamente saturado do treinador e da sua disciplina férrea.
O caminho afigura-se estreito: ou a equipa começa a engrenar, ou Paulo Bento salta fora da engrenagem.
Vaticino mesmo períodos muito conturbados para os lados de Alvalade.
Mas isso é lá com eles.
Quanto ao meu F.C. Porto, irei pronunciar-me à parte.
O que até se justifica.
Afinal, um tetra campeão merece um estatuto especial!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pago para ver

A imagem é dantesca mas não menos fecunda.
Imaginar-se Jorge Jesus no banco da grande equipa dos anos 60 a mascar chiclete, a praguejar e a vociferar contra os artistas daquelas bandas é algo que me deixa siderado mas não menos entusiasmado...
E como se aquele eufemismo já não fosse suficientemente eloquente de quão baixo desceu aquele clube que já foi grande, muito grande, acresce ainda os efeitos nefastos decorrentes do perfil "tasqueiro" do seu Presidente e do ar "lunático" do seu director de comunicação.
É caso para se dizer que nunca o grande Benfica dos anos 60 esteve tão perto de se assemelhar aos "Malucos do Riso".
Nós, por cá, vislumbramos com grande gozo este cenário expectável.
Afinal, com um estádio que, do seu exterior, mais parece um circo, nada melhor do que colocar lá dentro uns bons arlequins.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

NÓS SOMOS CAMPEÕES!!!!!


A festa foi linda pá!
Fomos CAMPEÕES merecidamente pois fomos melhores, mais capazes e mais fortes!
Depois de um início de época periclitante, onde tantas e tantas vezes, na minha parca sapiência, critiquei o Professor Jesualdo, tocou o sino a rebate e as tropas trataram de reunir.
Não me esquecerei jamais do gesto nobre do Bruno Alves no final do jogo frente à Naval, que, depois de uma segunda derrota consecutiva, dirigiu-se aos adeptos do F.C. Porto pedindo-lhes desculpas mas simultaneamente apelando à confiança na equipa.
Esse acto, digno de um verdadeiro capitão e líder, foi marcante e do meu ponto de vista decisivo.
A partir dessa data o F.C. Porto só voltaria a perder contra o Man. Utd. naquele jogo inglório no Dragão.
Por alguma coisa se fez palavra de fé no facto dos verdadeiros campeões se verem nas alturas mais difíceis.
O F.C. Porto tem, na sua origem e na sua génese, um espírito guerreiro e uma sede de vitória que faz toda a diferença.
No entanto, diga-se em abono da verdade que a essência do nosso F.C. Porto reflecte a índole do nosso Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.
O F.C. Porto de hoje, que é o mesmo de algumas décadas atrás ainda que mais moderno e globalizado, está a anos luz daquelas duas grandes equipas de Lisboa dos anos 60 (Benfica e Sporting, não vá os mais novos não saberem).
Tem uma estrutura mais organizada, mais eficiente e mais profissionalizada.
Não trabalham para os jornais nem para aparecerem diariamente nas televisões.
Não redigem os discursos do Presidente nem colocam nenhum bobo da corte a discursar após uma vitória. Nada disso.
Trabalham no recanto dos gabinetes e por lá se ficam... Aparecer, ser visto? Não contem com eles..
Estão lá para trabalhar e para fazerem do F.C. Porto cada vez melhor.
O Dr. Henrique Pais (vai daqui um abraço, meu caro) é, como diria Santana Lopes, aquela máquina (na Porto Comercial).
O Antero Henrique mais parece fazer crer que o palavra eficiência foi criada após vê-lo trabalhar.
O nosso Presidente é, perdoem-me a analogia barata, o Maradona do dirigismo desportivo.
Com efeito, e daí a razão de ser do parelelismo "rasca", o nosso Presidente tem aquele "toque" que o diferencia de todos os demais e esse, o tal toque que muitos chamam de dom, não se aprende nem se compra nos supermercados; ou se tem ou não se tem, razão pela qual não vale a pena imitá-lo pois as imitações, sobretudo as pífias, por norma são sempre mais rascas que os originais.
Todas estas e outras pessoas que compõem a estrutura do F.C. Porto servem o clube com todo o seu (enorme) saber e dedicação; não se servem dele.
Lutam e trabalham diariamente para tornar o clube melhor e mais forte; outros almejam a glória pessoal e o endeusamento gratuito.
O segredo, meus caros, afinal não é segredo nenhum.
É apenas e tão só trabalho, discrição e talento.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Hermínio Loureiro

Normalmente quando se pretende fomentar uma imagem, deixa-se de lado o conteúdo pois o que importa é salvaguardar apenas o superficial.
Ora, é esta a ideia que eu tenho do mandato exercido por Hermínio Loureiro à frente dos destinos da Liga.
Chegou ao futebol vindo da política, sem que, até então, nada tivesse feito no mundo da bola.
A sua principal preocupação foi tentar fazer passar, desde logo, a imagem que era uma homem sério, contido, com pedigree, pois já antes tinha percebido que a opinião pública fazia um juízo diametralmente oposto dos agentes desportivos.
De seguida, e para reforçar essa sua imagem, encetou uma cruzada contra aqueles que, junto da maior parte da opinião pública (que aqui coincide na exacta medida com aqueles que simpatizam com os grandes clubes dos anos 60), personificavam tudo o que de mal existia no seio do futebol português.
Daí até ter instaurado processos disciplinares e, na sequência, aplicado sanções severas e nefastas a Pinto da Costa e Valentim Loureiro, e, por arrasto, aos respectivos clubes, foi um pequeno passo.
Para tal, e sem que tal tenha constituído uma pura coincidência, contou com a preciosa ajuda de um jurista sedento de protagonismo, o qual tinha sido escolhido cirurgicamente por Hermínio Loureiro para desempenhar as funções de Justiceiro-mor.
No entanto, e enquanto o país assistia ao fazer da história por parte do Dr. Ricardo Costa, Hermínio Loureiro tentava passar pelo processo como aquela personagem que procura passar pelas gotas da chuva sem se molhar.. Até porque, se por um lado queria passar a imagem que tinha sido ele o autor de tais momentos históricos, por outro não queria dar azo a que fosse acusado pelos acusados de ser o mentor de tal vendetta; esse papel ele preferiu deixar a outros, mormente ao insigne e prestigiado jurista.
Depois rebentou a bronca do apito ter sido completamente arrasado pelas instâncias judiciais, sobretudo porque estas é que aplicam a justiça nos estados de direito.
A outra, a justiça do Dr. Hermínio Loureiro e do Dr. Ricardo Costa, é como que uma justiça à playstation: nós controlamos tudo, até o resultado, e praticamente submetemos o adversário à nossa vontade.
Logo de seguida despoletou-se a barracada da arbitragem de Lucílio Baptista (o tal que não tem dúvidas mas que pergunta aos auxiliares se o podem ajudar) na final da Taça da Liga, e com isso o ruído bem sonoro dos dirigentes do Sporting contra o estado da sua Comissão de Arbitragem.
Se até aí o Dr. Hermínio Loureiro ainda passava incólume a toda esta agitação, pois os simpatizantes dos grandes clubes dos anos 60 até simpatizavam com ele, a partir daí deixou de contar com o apoio de um dos seus grandes suportes: Sporting Clube de Portugal
Mais tarde, mas pouco mais, e mais só, começou a feder a questão dos salários em atraso nos clubes profissionais, e com eles, ou melhor, com a falta deles, a tão propalada e demagógica verdade desportiva (como se houvesse alguma verdade num jogo que de per si é fértil em pérfidas mentiras; vid. só a título de exemplo o jogo do F.C. Porto em Manchester - aquele resultado não é uma mentira?).
Aí sentiu-se que Hermínio Loureiro tinha entrado por um beco sem saída, pois se em mais de 2 anos nada fez a esse respeito, a vergonha tornou-se agora insustentável, o que o obrigava a agir sob pena da sua imaculada imagem cair pelo cano.
E o que é que fez Hermínio Loureiro?
Algo bem ao seu estilo: engendrou uma medida que mais do que ser, antes parece que o é.
No fundo, trata-se de uma mão cheia de nada, porque, sob a veste da penalização dos clubes com perda de pontos (imagem), permite a estes manter o actual status quo.
Sobre a fiscalização dos orçamentos dos clubes ab initio, a aferição da sua viabilidade financeira, a influência e pressão junto do Governo para um regime fiscal excepcional para os clubes, nem uma palavra..
Bem diz o outro: dedique-se à política...

Dragão Caixa e tudo o resto

Sinto um orgulho enorme quando passo diariamente pela ponte do Freixo em direcção a norte.
Tudo porque do outro lado da VCI sobressaem duas autênticas obras de arte que pertencem a todos os que amam verdadeiramente o nosso clube.
São elas o Estádio do Dragão e o Dragão Caixa.
O material usado no revestimento exterior de ambas as obras é o meu predilecto: betão branco.
O traço moderno mas simultaneamente minimalista subjacente às duas obras vai de encontro ao que aprecio.
O Arquitecto, um dos meus favoritos ao lado de Siza e Souto Moura, merece definitivamente os parabéns, ele que, mau grado, até é um adepto do grande clube dos anos 60.
No entanto, há uma figura que, mais do que os parabéns, me merece uma profunda vénia pelo que foi capaz de "construir" e de projectar para o clube.
Refiro-me obviamente ao seu Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.
Posso discordar e discordo de uma certa política de contratações feita pelo meu clube, pelo desbaratar de rios de dinheiro em negócios falhados, mas a sua imensa obra está à vista.
O que é hoje o meu F.C. Porto!!!
É mesmo caso para se dizer, como cresceste Porto!!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Diarreia mental

É, como já vi dizerem, a fluência exagerada de pensamentos merdosos.
Ora, o dia de ontem foi fértil em excrementos intelectuais saídos da boca de alguns opinadores da praça.
Isto a propósito do tal minuto 58 do jogo de domingo.
Quando já não conseguem pegar em nada, quando o apito já pifou sem que tenha produzido qualquer ruído, alicerçam a sua raiva, a sua angústia e a sua assaz e capciosa inveja em merda nenhuma, ou antes, na merda que eles próprios arquitectam na sua cabeça de merda.
Perdoem-me o baixo calão, mas estes indigentes não percebem se utilizar outra retórica.
Esta gentinha de merda levanta a suspeição sobre tudo e todos desde que o F.C. Porto esteja envolvido no meio, e desde que tal sirva para o beliscar.
Esquecem-se que a merda, como excremento humano, chapisca apenas a água e por lá se fica..
Essa merda de gente não tem um pingo de pudor em abster-se de exalar um cheiro nauseabundo.
E como merda que são, não passarão nunca disso mesmo, pois os dejectos já lhes correm no sangue.
E como a diarreia mental é de tal ordem desmedida, nem sequer tiveram o cuidado de verificar que há cinco jornadas atrás o tal minuto 58 também tinha sucedido.
Obviamente que foi tudo uma orquestração do F.C. Porto.. o mesmo F.C. Porto que não conseguiu evitar que as tais vedetas de super produção jogassem de início, lá tal como cá.
Não vou proferir mais comentários porque esta merda não o justifica.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Venha mais uma

O jogo de ontem revelou-se, como muitos perspectivavam, muito difícil.
Não obstante a circulação de bola na primeira parte, deparamo-nos com um autêntico TIR à frente da grande área adversária.
Rapidamente percebi que íamos passar o cabo das tormentas para fazer o primeiro golo, mas da mesma forma que isso se tornou perceptível aos meus olhos, também vislumbrei que quando o dito surgisse outros se seguiriam.
E assim foi...
Concordo plenamente com o Prof. Jesualdo quando o mesmo afirma que a primeira parte do F.C. Porto revelou-se importante para o desgaste da equipa adversária e, com isso, para o desmoronar da sua estratégia de defesa, defesa, defesa.
E foi num golpe de inspiração do Lizandro (bem vindo), para mim o melhor em campo, que acabamos com o suspense em que se estava a tornar aquele jogo de sentido único.
Hoje li algures, em género de suspeição cobarde (que é aquela que pretende sê-lo sem coragem de o dizer claramente que o é) que o minuto 58 revelou-se decisivo para o desfecho do jogo.
Para quem não sabe, o minuto 58 foi quando o treinador do Setúbal decidiu retirar do campo dois jogadores de cariz um pouquito ofensivo, para fazer entrar mais dois para ajudar a alongar o já de si enorme TIR.
Realmente, a fantasia de certos indivíduos parece inesgotável. É que já nem conseguem disfarçar a desonestidade intelectual que lhes tolda o pensamento.
Enfim, nada a que já não estejamos habituados.
Com efeito, foi uma sorte para o F.C. Porto terem sido substituídos aquelas duas vedetas; estou certo que com eles em campo o Setúbal continuaria a praticar o seu jogo ofensivo que tantas e tantas vezes fez sobressaltar a defensiva do F.C. Porto.
Passada com distinção mais esta final, seguem-se outras quatro, sendo que as mais difíceis são mesmo as próximas.
O próximo jogo na Madeira vai ser quase decisivo.
O F.C. Porto tem uma má tradição no Caldeirão dos Barreiros.
Aliado a esse (mau) passado recente, temos ainda que a equipa adversária é, este ano como em anteriores, muito mais forte em casa do que fora de portas.
Acresce que a equipa do Marítimo é ainda recheada de bons valores que podem muito bem discutir o resultado com qualquer adversário que a visite.
E se considerarmos que não vamos contar com dois dos nossos melhores jogadores, então é caso para se apelar a um cuidado máximo.
Temos que entrar com mais vontade de vencer que o adversário.
Temos que correr e lutar mais do que eles e mostrar em campo que temos consciência da importância vital deste jogo.
Se o Prof. me permite a deixa, é um daqueles jogos em que precisamos de velocistas de fundo.
Para desgastar, desgastar e colocar em campo a nossa estratégia favorita: surpreender o adversário com contra-ataques rápidos e incisivos.
Via com bons olhos a entrada de Tarik para o onze em detrimento de Farias.
Há falta de cão (Hulk), cacemos com gato (Tarik).
O campeonato está longe de estar decidido.
Ainda vamos sofrer muito, passar muitas horas com a respiração suspensa, mas a obtenção do que queremos só depende de nós e do que nós formos capazes de fazer para o obter.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Valeram os 3 pontos

Foi um jogo complicado o de ontem, como alís já previa.
A nossa equipa entrou um pouco inerte e com falta de alma, o que era expectável dado o desgaste a que foi submetida na última quarta feira.
A equipa adversária também estimulou esse status quo pois revelou uma falta de ambição para discutir os 3 pontos digna de um lamentável registo.
Colocou um autocarro enorme à frente da sua baliza o que dificultou ainda mais a nossa tarefa, pois é público que o F.C. Porto precisa de espaço para aplicar as suas temíveis transições ofensivas.
Nestes jogos em que o F.C. Porto enfrenta equipas ultra defensivas, que só se preocupam em retardar o inevitável, aproveitar as oportunidades de golo reveste-se de primordial importância.
Foi isso que não conseguimos fazer.
Na primeira parte Rodriguez teve dois bons ensejos para inaugurar o marcador mas desperdiçou-os.
Como previa, tal acarretou que o jogo se fosse tornando cada vez mais complicado, sendo que só não o foi mais porque o árbitro do jogo não viu uma enorme e não menos desnecessária grande penalidade cometida pelo Raul Meireles no final da primeira parte.
Se o árbitro tivesse assinalado a dita e a Académica a viesse a converter, a segunda parte seria, com toda a certeza, ainda mais sôfrega.
No entanto, e não arriscando fazer daqui um juízo de prognose, como muitos fizeram, inclusive o Domingos, a ter sido assim ninguém poderá garantir que o F.C. Porto não daria a volta ao resultado.
Relembro que também em Guimarães estávamos a perder ao intervalo e conseguimos dar a volta ao jogo.
Voltando à minha modesta análise do jogo, na segunda parte o F.C. Porto entrou melhor mas sem criar qualquer oportunidade de golo.
Estava visto que tínhamos de aproveitar todos os lances de bola parada para criar situações de golo e, aí, tentar concretizar uma delas.
Foi isso que sucedeu.
Neste tipo de jogos, que se mostram atados dada a postura ultra-defensiva da equipa opositora, os lances de bola parada são, cada vez mais, decisivos.
A partir do primeiro golo o jogo, finalmente, abriu; a Académica avançou um pouco com o autocarro no terreno e vai daí, nem dois minutos após o primeiro golo, o F.C. Porto mostrou porque é que é mortífero a jogar com espaços nas costas dos defesas.
Lançamento de mais de trinta metros do Fernando para as costas dos defesas, e Lisandro a aproveitar muito bem o espaço deixado pelos defesas para se isolar e obrigar o defesa a cometer uma grande penalidade indiscutível.
Acabava aí o jogo.
Gostei imenso das exibições do Fernando (para mim o melhor em campo), do Cissokho (está um excelente lateral), do Rolando, do Sapunaru e do Mariano a espaços.
O Raul Meireles (melhor médio deste campeonato), o Bruno Alves (melhor defesa do mesmo) e o Rodriguez (melhor extremo) evidenciaram um cansaço que lhes toldou os movimentos, o que é perfeitamente natural.
Precisamos de os recuperar bem para as finais que se avizinham.
Nada está ganho como já disse aqui, mas tudo está mais perto de ser obtido.
Vamos ter pela frente 5 verdadeiras finais, pelo que espero que esta equipa, na qual deposito uma imensa confiança, continue a contar com o apoio de todos nós (como aconteceu em Coimbra, com um mar de azul e branco), para que, juntos, consigamos passar com distinção as últimas finais.
MAS ATENÇÃO, NADA DE EUFORIAS PORQUE O CAMPEONATO ESTÁ LONGE DE ESTAR DECIDIDO.